2 de julho

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Nascimento
Falecimento
Outros fatos


1916 — Nasce Zélia Gattai

Zélia Gattai, renomada romancista e fotógrafa, nasceu em 2 de julho de 1916, em São Paulo. Sua família, italiana, participou ativamente do movimento anarquista, o que fez de Zélia também uma militante. Aos 20 anos casou-se com o comunista Aldo Veiga, com quem teve o filho Luiz Carlos.

Em 1945, separou-se de Veiga e, no mesmo ano, durante campanhas para a anistia de presos políticos, conheceu Jorge Amado. Casaram-se poucos meses depois. A partir daí, Zélia passou a auxiliar na preparação e revisão dos livros do marido. Em 1947, nasceu o filho João Jorge, no Rio de Janeiro, cidade para onde o casal havia se mudado por ocasião da eleição do autor para a Câmara Federal.
Durante o período getulista, o casal foi exilado na França, onde Zélia complementou seus estudos. Após três anos em Paris, ela e o marido passaram dois anos na República Tcheca, país no qual nasceu a filha Paloma. Enquanto estiveram na Europa, conheceram personalidades como Pablo Neruda, Jean-Paul-Sartre, Pablo Picasso e outras. Retornaram ao Rio de Janeiro em 1952 e, nove anos mais tarde, mudaram-se para Salvador (BA).

Depois de lançar a fotobiografia de Jorge Amado (Reportagem incompleta), com material produzido por ela mesma, Zélia, aos 63 anos, começou a escrever suas memórias. Seu primeiro livro, Anarquistas, graças a Deus, recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979.

Em 2001, a escritora sofreu uma grande perda: o falecimento de seu esposo. Naquele mesmo ano, foi eleita para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, antes ocupada por Jorge Amado. Em 2008, Zélia começou a apresentar problemas intestinais. O agravamento da enfermidade provocou a morte da autora em 17 de maio do mesmo ano.

Além dos títulos já citados, Zélia Gattai ainda escreveu: Um chapéu para viagem (1982), Jardim de inverno (1988), Pipistrelo das mil cores (1989), Crônica de uma namorada (1995) e A casa do Rio Vermelho (1999),entre outros. Alguns deles foram traduzidos para os idiomas francês, italiano, espanhol, alemão e russo. Zélia também teve algumas de suas obras adaptadas para a TV e o teatro.


1566 — Morre Nostradamus

Michel de Notre-Dame, conhecido como Nostradamus, nasceu em 1503, em Saint Remy de Province (França). Dominava latim, grego e hebraico, o que lhe possibilitou pesquisar, em fontes originais, assuntos como filosofia, religião, astronomia, astrologia, literatura, e também medicina. Tornou-se conselheiro dos reis franceses Henrique II, Francisco II e Carlos IX, e da rainha Catarina de Médicis. Foi considerado um dos maiores profetas de todos os tempos, antecipando alguns acontecimentos históricos com exatidão.

 

Nostradamus iniciou sua carreira e permaneceu em Bordeaux (França) por quatro anos a fim de combater uma epidemia de peste. A certa altura da vida, começou a escrever almanaques contendo suas centúrias (profecias compostas de 942 quadras em versos métricos decassílabos, reunidas em grupos de cem), as quais foram publicadas em diversas ocasiões: uma pequena parte em 1555 e outra em 1557. Esses almanaques continham suas previsões.

 

As profecias de Nostradamus estão associadas ao catolicismo. Seu conhecimento em astrologia e astronomia propiciou-lhe um raciocínio bastante cuidadoso e elaborado a respeito do futuro.

 

Rapidamente as profecias de Nostradamus tornaram-se conhecidas e ultrapassaram as fronteiras de sua cidade e de seu país. Diz-se que de todos os cantos da Europa chegavam celebridades que o procuravam para conhecer o futuro.

 

Seus livros foram editados na Itália e Alemanha. Infelizmente, por conta de sua fama conquistada ao longo dos anos, muitos oportunistas adulteraram quadras e versos para fazer dinheiro.

 

Morreu em 1566, na França, vítima de edema cardiopulmonar.


1778 — Morre Jean-Jacques Rousseau

O suíço Jean Jacques Rousseau foi filósofo, escritor, teórico político, compositor musical autodidata, e, sobretudo, personagem importante do Iluminismo.

 

Estudou música e filosofia na adolescência, sob os cuidados de uma senhora rica, e mais tarde partiu para Paris. Lá, o filósofo Diderot convidou-o a escrever sobre suas ideias a respeito da música, para a famosa Encyclopédie.Também obteve sucesso com uma de suas óperas, chamada O Adivinho da Vila.

 

Por ter sido um dos primeiros pensadores modernos a criticar a propriedade privada, Rousseau é frequentemente associado a ideias anticapitalistas e considerado antecessor do socialismo e comunismo. Também é dos que valorizaram um passado idealizado, fraternal e feliz, em contraste com os tempos turbulentos em que vivia.

 

Aos 37 anos, ganhou notoriedade na elite parisiense após ganhar um concurso na academia de Dijon e ao escrever o Discurso Sobre a Origem e o Fundamento da Desigualdade entre os Homens. Em 1762, publicou Do Contrato Social e Emílio. Em 1778 acabou de escrever Os Devaneios de um Caminhante Solitário.

 

Morreu no mesmo ano, em Ermenonville (França).


1961 — Morre Ernest Hemingway

O escritor Ernest Hemingway nasceu em 21 de julho de 1899 em Oak Park, Illinois (EUA), e teve uma vida turbulenta por causa dos vários relacionamentos amorosos em que se envolveu.

Trabalhou como jornalista e quando se alistou, foi preterido por ter um problema na visão. Mesmo assim, manteve-se decidido a ir à guerra, e acabou conseguindo uma vaga de motorista de ambulância na Cruz Vermelha. Na Itália, apaixonou-se pela enfermeira Agnes Kurowsky, sua inspiração na criação da heroína de Adeus às armas (1929).

Seu primeiro casamento foi com Elizabeth Richardson, com quem teve um filho. O segundo, com a jornalista de moda Pauline Pfeiffer, gerou dois filhos. Casou-se também com a jornalista Martha Gellhorn e, em 1946, casou-se, pela quarta e última vez, com Mary Welsh, também jornalista, que se dispôs a viver ao lado de um homem já emocionalmente instável.

Sua vida e obra tiveram grande relação com a Espanha, país onde viveu por quatro anos. Hemingway manteve vínculos emotivos e ideológicos com os espanhóis.

 

A frequência com que o tema suicídio aparece em seus textos mostrou não ser mero acaso: em 2 de julho de 1961, muito doente e hipertenso, o escritor suicidou-se atirando contra si mesmo com um fuzil.


1903 — Guantánamo é arrendada

Após derrota para os Estados Unidos, a Espanha renunciou à soberania de Cuba, num tratado assinado em Paris, em 10 de dezembro de 1898. O primeiro presidente da Ilha foi o cidadão norte-americano Tomás Estrada Palma, indicado pelos vencedores.

 

Em 2 de julho de 1903, Palma arrendou a região cubana de Guantánamo para bases navais e carvoarias. Um acordo posterior, assinado em 1934 pelo presidente americano Theodore Roosevelt, prorrogou o arrendamento por tempo indefinido, e estabeleceu, a título de aluguel, o pagamento de 4 mil dólares anuais. Ciente de que a utilização desse dinheiro poderia ser interpretada como uma concordância jurídica com a situação, o governo cubano jamais fez uso do recurso.

 

Se, no passado, o local havia sido importante do ponto de vista estratégico e militar, hoje é utilizado para reter “combatentes de guerra”, definição empregada para não ir contra a Convenção de Genebra, que, de outro modo, poderia intervir nas ações prisionais locais.

 

A área transformou-se num entrave dentro do território cubano. O quadro só seria modificado se os EUA deixassem o local ou se os dois países entrassem num acordo, modificando a condição atual de arrendamento perpétuo. Mas, como Cuba e Estados Unidos mostram-se irredutíveis quanto às respectivas soberanias e posturas, tudo indica que a situação ainda perdurará por muito tempo.