15 de janeiro

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Nascimento


1622 — Nasce Molièrele

Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, foi ator e dramaturgo, e destacou-se como gênio das literaturas francesa e universal, revitalizando formas tradicionais da comédia por meio do confrontamento de oposições como verdade/falsidade. Em relatos dos absurdos da vida cotidiana, criticou os maneirismos dos franceses de sua época, conferindo aos seus textos caráter inigualável, consagrado sob o lema “ridendo castigat mores” (rindo castiga os costumes).

Em 1633, ingressou na renomada instituição jesuíta Collège de Clermont, onde completou sua formação acadêmica seis anos mais tarde. Recusando-se a dar continuidade aos negócios do pai, que fornecia tapeçaria para a realeza, optou por se dedicar ao teatro. Em 1643, fundou, em Paris, sua própria companhia teatral, falida dois anos depois (as dívidas levaram-no até mesmo à prisão). Nessa época, adotou o pseudônimo que o tornaria conhecido, inspirado no nome de uma aldeia ao sul da França.

Após viver como comediante itinerante por cerca de 14 anos, voltou a Paris, tornando-se famoso não apenas como autor de peças teatrais (sobretudo farsas), mas também como ator. Algumas de suas obras eram escritas parcialmente para possibilitar os improvisos no momento da encenação, ao estilo da Commedia dell’Arte.

Em 1660, já comandava uma nova companhia, a qual se estabeleceu numa sala do palácio real destinada exclusivamente a apresentações teatrais. A partir daí, Molière conduziu encenações de obras próprias e de outros autores, em Paris e, ocasionalmente, em outras cidades.

Em 17 de janeiro de 1673, enquanto representava no palco o protagonista de sua última obra, O Doente Imaginário, Molière sofreu um colapso repentino e morreu poucas horas depois, em sua casa, na capital francesa.


1908 — Nasce Edward Teller

O cientista Edward Teller nasceu em 15 de janeiro de 1908, na Hungria. Filho de família judaica, estudou no Instituto de Tecnologia de Budapeste e, logo depois, mudou-se para a Alemanha, onde doutorou-se em Física Teórica pela Universidade de Leipzig.

Em 1935, por causa da perseguição nazista liderada por Adolf Hitler, Teller emigrou para os Estados Unidos e começou a lecionar na Universidade George Washington, em Washington, D.C. Tornou-se cidadão americano em 1951 e, no ano seguinte, começou a trabalhar na Universidade de Chicago.

Foi um dos primeiros cientistas convocados para atuar no Projeto Manhattan (pesquisa e desenvolvimento de armas nucleares nos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial), no Laboratório Nacional de Los Alamos, e lá trabalhou até 1946, ano em que retornou à Universidade de Chicago. Em 1950, voltou a Los Alamos, região em que o presidente Harry Truman estabelecera o programa de teste da bomba de hidrogênio (bomba H). Como não conseguiu o cargo de diretor do programa, Teller abandonou o projeto em 1952 para criar um laboratório rival.

Na década de 1980, Edward Teller teve participação decisiva na implantação do programa de defesa estratégica no espaço, mais conhecido por "Guerra nas Estrelas", defendido por Ronald Reagan, presidente dos EUA naquela época. O programa previa o uso de raios laser com o principal objetivo de destruir mísseis nucleares soviéticos.

Teller ficou conhecido ao longo de sua vida como um excelente cientista, mas apresentava grandes dificuldades com relacionamentos interpessoais.

Sua contribuição com o programa nuclear americano rendeu-lhe o primeiro Prêmio IgNobel da Paz concedido a um cientista. O prêmio é uma sátira àqueles que atuam, direta ou indiretamente, contra a paz. Entre as homenagens propriamente ditas, foi contemplado com o Prêmio Albert Einstein, o Prêmio Enrico Fermi e a Medalha Nacional da Ciência. Além disso, ainda antes de seu falecimento, Teller foi condecorado pelo presidente George W. Bush com a Medalha Presidencial da Liberdade.

Após a queda do comunismo, Teller voltou para sua terra natal e se dedicou a acompanhar as mudanças políticas que lá ocorriam. Morreu em Stanford, Califórnia, em 2003.


1918 — Nasce João Figueiredo

João Baptista de Oliveira Figueiredo foi general de exército e presidente do Brasil. Também foi ministro-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações) e membro do movimento que resultou no golpe militar de 64 e instaurou a ditadura militar no País — regime que vigorou de 1964 a 1985. Seu mandato perdurou de 15 de março de 1979 a 15 de março de 1985. Casou-se com Dulce Figueiredo e teve dois filhos.

 

Filho do general Euclides Figueiredo, João ingressou cedo na carreira militar. Em 1928, com apenas 10 anos, iniciou seus estudos no Colégio Militar de Porto Alegre. Também estudou em diversas instituições renomadas como a Escola Militar de Realengo, a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Armada, a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e a Escola Superior de Guerra.

 

Em 1964, foi nomeado chefe do SNI, cargo que exerceu por dois anos. De 1966 a 1967, trabalhou como comandante da Força Pública de São Paulo. Também integrou o 1º. Regimento de Cavalaria de Guardas — Dragões da Independência (1967-1969) e foi Chefe de Estado-Maior do 3º. Exército (1969).
Além disso, durante o governo de Emilio Garrastazu Médici (1969-1974), exerceu a função de chefe de gabinete, sendo promovido a general de exército em 1977, durante a gestão de Ernesto Geisel.

 

Em 1979, assumiu a presidência do País e deu continuidade ao processo de abertura política. Em seu mandato, foi promulgada a Lei da Anistia e o pluripartidarismo foi restaurado. Durante sua gestão ocorreram dois fatos decisivos que culminaram com o fim da ditadura militar. O primeiro foi o atentado à bomba no Riocentro, em 1981, no Rio de Janeiro, em um evento que comemorava o Dia do trabalho. Dois anos depois foram as Diretas Já — movimento que reivindicava a realização de eleições diretas no País.
Porém, a iniciativa não obteve sucesso e mais uma vez o País passou por eleição indireta, ocorrida em 15 de janeiro de 1985. Foram eleitos os candidatos Tancredo Neves (presidente) e José Sarney (vice), marcando o fim da era militar e dando início à era civil. 

 

Figueiredo morreu no dia 24 de dezembro de 1999, aos 71 anos, vítima de insuficiência renal e cardíaca.


1929 — Nasce Martin Luther King

Martin Luther King nasceu em 15 de janeiro de 1929, em Atlanta, na Geórgia (EUA). Primogênito de uma família de negros norte-americanos de classe média, tornou-se um dos mais importantes líderes da luta pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente), por meio de campanhas que promoviam a não-violência e o amor ao próximo. Em 1964, portanto aos 35 anos, King foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Para garantir que negros e mulheres tivessem direito ao voto, bem como para alcançar o fim da segregação racial e das discriminações no trabalho, entre outros direitos civis básicos, Luther King organizou e liderou diversas marchas. Seu empenho não foi em vão: a maioria dos direitos pelos quais lutou foi anexada à legislação norte-americana com as aprovações da Lei de Direitos Civis (1964) e da Lei de Direitos Eleitorais (1965).

Em 1967, um ano antes de sua morte, King uniu-se ao Movimento pela Paz no Vietnã. Entretanto, outros líderes negros criticaram sua atitude, pois, segundo eles, migrar dos direitos civis para o pacifismo caracterizava mudança de prioridades.

O ódio que muitos segregacionistas do sul dos Estados Unidos dirigiam a Martin Luther King resultou em seu assassinato, no dia 4 de abril de 1968, um pouco antes de King conduzir uma marcha na cidade de Memphis.

A viúva do ativista social, Coretta Scott King, e sua família venceram um processo civil contra Loyd Jowers, que alegava ter recebido uma oferta de 100 mil dólares pelo assassinato do líder negro.
Em 1986, os EUA estabeleceram um feriado nacional para homenageá-lo: o Dia de Martin Luther King, celebrado na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King. Somente em 1993 o feriado passou a ser cumprido em todos os Estados norte-americanos.